Anagé foi
fundada pelo Bandeirante Cel. João Gonçalves da
Costa, no ano de 1784, quando abria a estrada ligando o Arraial
da Conquista a Caetité e ao Rio São Francisco,
aonde tinha Fazendas e criava muito gado. No começo, era
ponto de pousadas de tropeiros e de viajantes. Está situada à margem
direita do histórico Rio Gavião afluente do Rio
de Contas.
Conforme
o “Pequeno Dicionário dos Municípios Baianos”,
do historiador Pedro Tomás Pedreira: “Município
sito na M.R.H.(Micro Região Homogênea) 145 – Planalto
de Conquista. Área de 1.233 Kms2. Criado, com território
desmembrado do Município de Vitória da Conquista, pela
Lei Estadual n.º 1.656, de 05 de abril de 1962 e instalado em
07 de abril de 1963. Distritos: Anagé (sede) e Coquinhos.
Limites: com os municípios de Belo Campo, Planalto, Caraíbas,
Poções e Vitória da Conquista. População,
em 2000 conforme o censo 40.700 habitantes”. Cidade, sede do
Município de igual nome.Distrito criado no Município
de Vitória da Conquista, com o nome de São João
da Vila Nova, pela Lei Estadual n.º 249, de 25 de julho de 1898,
para Joanópolis pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de
30 novembro de 1938 e para Anagé pelo Decreto-Lei Estadual
n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo Decreto
Estadual n.º 12.978, de 1.º de junho de 1944, tem como
Padroeiro São João Batista. Coordenadas, 14.º 36´ Lat.
Sul e 41.º 08 Long. W.Gr, distante da Capital: via Ba-262, BR-116
e BR-234, no total de 56l Km. CEP-45.180-000. Distância de
Anagé a Vitória da Conquista: 54 quilômetros
percorridos em estrada asfaltada, construída no Governo Roberto
Santos. Durante 66 anos de Distrito pertencente ao Município
de Vitória da Conquista, Anagé era de grande influência
política e através do seu eleitorado decidiu muitas
vezes a política conquistense do passado.
Foram
personagens de destaque social e político do passado,
em Anagé, Manoel Raimundo, Marcos Sousa, Antônio
Saraiva, Bento Gonçalves, Procópio Pereira, Jaime
Doutor, Fileis Botelho, Antônio Pitanga Nogueira, Dely
Francisco do Nascimento, Rosel Dias Soares, Mané Roseno,
Vicente Querino, Leonel Fonseca, Ulisses José de Oliveira,
Antônio de Altino, Narciso da Silva Santos, Agérico
Rodrigues de Sousa, João Dias Soares, Parteira Gabriela,
Parteira Marcimina, Adozina Marciel, Senhorinha Barbosa, Ana
de Silvino, Lió de Eugênio, Joaquim Manicha, Frei
Isidoro, Frei Adriano, Professora Maria Viana, Professor Rogaciano
Piau, Professora Diva Vieira Gomes, Professora Zuldete Vieira
Gomes, Agnelo Cardoso, Abmaél do Prado Nogueira, Manoel
Vieira dos Santos(Ex-Combatente) e muitos outros.
BARRAGEM
DE ANAGÉ
A Barragem
de Anagé, construída no maior rio seco do Estado
da Bahia, formou um lago de 37 quilômetros quadrados
e acumula um volume de água de 367 milhões de
metros cúbicos, possibilitando assim, a irrigação
de mais de 10 mil hectares, abastecimento de água de
Anagé e a implantação de grande projeto
de piscicultura, com produção de 700 toneladas
de pescado por ano, beneficiando mais de 20 mil pessoas.
O
DNOCOS, que construiu a Barragem, garantiu ainda para as famílias
atingidas pela construção, lotes de 5 hectares,
irrigado, com casa de alvenaria, área comum para criação
e cultura de sequeiro além de toda infra-estrutura básica,
como estradas, armazenamento, eletrificação,
saneamento, posto médico, escolas prédios comunitários,
além de assistência técnica e extensão
rural a todos os agricultores, e apoio a comercialização
da produção, obtenção de financiamento
em entidades de crédito oficiais etc.
Todavia,
por falta de representação política na
Câmara Alta, falência do próprio DNOCOS,
e a reconhecida má vontade do Governo Federal para com
o Nordeste,e a inércia política nas demais esferas
governamentais, as finalidades para as quais foi construída
a Barragem de Anagé, nunca foram cumpridas. E o que
vemos é o total abandono do projeto inicial, e a transformação
da Barragem em área de lazer nas cidade de Anagé e
Caraíbas, com mortes por afogamento de inúmeras
pessoas, e a nós outros, a esperança de um dia
ver sendo executado o verdadeiro projeto, que motivou a construção
desta gigantesca Barragem.
Blândson Viana Soares |